terça-feira, 4 de agosto de 2020

SANTUÁRIO DA PENEDA ASSINALA 800 ANOS

É um santuário mariano onde muita gente aflui, nomeadamente da vizinha Galiza. Lá, em peregrinação ou romagem, ao longo dos anos (séculos), se digiram e dirigirem muitos monçanenses. Muitos deles, em grupos de caminheiros por montes e vales (e pela serra) caminham muitas horas seguidas, incluindo as noturnas. 

De igual modo, se conhecem famílias com raízes na Peneda que se radicaram em Monção, mas que nunca esqueceram as suas raízes.´É o caso, por exemplo, da professora Isabel Afonso que lá tem, para receber os amigos, a acolhedora Tasquinha o Tchocalho.

Além da religiosidade, tem também um caráter especial festivo e de encontro, registando-se o seu apogeu na primeira semana de setembro,.

Entretanto, já amanhã, dia 5 de agosto, iniciam-se as comemorações dos 800 anos de culto do Santuário de Nossa Senhora da Peneda. O culto a Nossa Senhora da Peneda remonta a 5 de agosto de 1220, data em que a Nossa Senhora apareceu a uma pastorinha e pediu que "fosse construída uma ermida em sua honra".

Com o objetivo de instalar um núcleo de visitação histórica, que represente os 800 anos do culto a Nossa Senhora da Peneda, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez apoiou com 20.000,00€, o restauro de uma ala do Santuário, para aí conter um espaço expositivo, que permite aos visitantes viajarem no tempo e ficarem a conhecer os principais acontecimentos nestes 800 anos de existência, e a construção da Porta Jubilar.

Deste modo, esta quarta-feira será aberta a porta jubilar do Santuário de Nossa Senhora da Peneda pelo bispo de Viana do Castelo, oferecendo aos fiéis a oportunidade de visitar uma exposição cronológica do templo, desde 1220 até 2020.

Por causa da pandemia, a novena vai ser reduzida à oração de Laudes e à Missa, às 10h00, bem como à oração de Vésperas e do Rosário, às 17h00.

Estão também previstas iniciativas de âmbito cultural, no contexto dos 800 anos de culto a Nossa Senhora da Peneda, por parte do Comissariado para a Confraria e do Município de Arcos de Valdevez.

Salienta-se ainda que o Município de Arcos de Valdevez vai inaugurar um espaço informativo e interativo com a finalidade de promover o concelho, e em simultâneo prestar apoio aos visitantes.





ANSELMO MENDES É O NOVO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE ALVARINHO

O novo presidente da Associação de Produtores de Alvarinho (APA) de Monção & Melgaço defendeu  a Denominação de Origem (DO) por considerar que seria a “cereja no topo do bolo” para um vinho de excelência.

Um dos objetivos da nova direção passa pela criação de uma Denominação de Origem (DO) para o Alvarinho, dentro da região dos vinhos verdes. É um objetivo que poderá demorar dois a três anos, para podermos criar uma sub-região ainda com maior excelência. A DO seria a cereja no topo do bolo“, disse esta sexta-feira, o enólogo Anselmo Mendes.

A nova equipa para o triénio 2020/2022, foi eleita no dia 22. A direção presidida por Anselmo Mendes integra ainda os produtores Joana Santiago, da Quinta de Santiago, e Paulo Rodrigues, da Quinta do Regueiro.

Outro dos projetos da nova direção, a concretizar nos próximos cinco anos, passa por “fazer a caracterização da região, criando uma “biblioteca” que “mostrará, de forma científica, a razão da diferenciação da sub-região Monção e Melgaço”.

“Queremos identificar as quintas que existem ao longo do vale do Minho, na sub-região Monção e Melgaço, para fazer uma zonagem vínica do território e criar uma biblioteca para a abrir à comunidade, aos jornalistas nacionais e internacionais da especialidade e aos produtores para se perceber que dentro de uma microrregião ainda há diferenciação”, explicou.

Segundo Anselmo Mendes o acordo que alarga, em 2021, a produção de Alvarinho a outras zonas do país, “fez crescer as vendas e a notoriedade do vinho” que se produz na sub-região, mas defendeu que “ainda há espaço para fazer mais”.
“Já demos um grande passo com o acordo e com o que se tem feito nesta região que é a locomotiva do vinho verde, mas ainda temos espaço para ir mais em frente. Não queremos só fazer promoção, mas também, juntamente com as universidades estudar um bocado aquilo a que chamam de ‘terroir’. Perceber melhor o que é que ele imprime ao vinho“, especificou.

Em 2015, a produção de Alvarinho foi alargada a outras zonas do país, fora dos dois concelhos do distrito de Viana do Castelo em resultado de um acordo alcançado pelo Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo anterior Governo PSD/CDS e liderado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (VRVV), defensora do uso da denominação Alvarinho aos 47 municípios que a integram.

A portaria (n.º152/2015), que permite liberalizar o uso da denominação Alvarinho na região dos vinhos verdes, estabeleceu que a exclusividade de Monção e Melgaço na produção de Vinho Verde Alvarinho se manteria até 2021.

L.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Puskas "mostra"-se" em Caminha


Puskas, o premiado e conhecido pintor monçanense, está a partir de hoje e até 6 de agosto, na Galeria Caminhense, em pleno centro da vila de Caminha, a expor as suas obras. A mostra pode ser visitada entre as 10h e as 23h e tem o apoio do município local.

A mostra, intitulada "Percursos do Pintor", compreende 29 obras, óleos e aguarelas, em que a temática incide sobre a vida e os costumes da comunidade, sobretudo, de Caminha, designadamente a a atividade piscatória, as tradições e os rituais da população, bem como elementos paisagísticos que são ícones do concelho. Patente estão também obras sobre Amália Rodrigues, isto numa altura em que se assinala o centenário do seu nascimento.
Cerca de metade das obras foram pintadas durante o período de confinamento devido à Covid -19.
Como é habitual, o artista está presente durante o período de exposição. Dado que a entrada é livre, constitui, até, uma oportunidade para conhecer o artista e a sua obra; inclusive, conversar com o mesmo.
De seu nome José Lima Monteiro de Barros, o artista nasceu em Monção em 1954, onde vive e é, no mundo das artes plásticas, conhecido como Puskas, ídolo do futebol na sua adolescência e modalidade em que se destacou nos tempos de estudante. Desde 1973 que efetua, regularmente, exposições no país e no estrangeiro.
É dos pintores mais solicitados na vizinha  Galiza onde tem logrado distinções; entre elas, a da Deputação de Pontevedra. Já na sua terra natal, a Câmara Municipal distinguiu-o com o Prémio Carreira e a Medalha de Mérito.
Tem murais históricos em vários municípios da região, nomeadamente Melgaço, Salvaterra do Miño, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Valença, Eurocidade Valença-Tui, bem como outros já previstos. A sua obra sofre influências de Júlio Pomar e Vieira da Silva.



quarta-feira, 29 de julho de 2020

IR À GALIZA POR MAIS DE 24 HORAS OBRIGA A IDENTIFICAÇÃO


Novas regras impostas pela Comunidade Autónoma da Galiza à entrada de portugueses

Uma situação se verifica, também, na fronteira Monção/Salvaterra

“A raia minhota, em particular, e toda a região do Alto Minho, no geral, foi apanhada de surpresa com a posição tomada pela Junta da Galiza de obrigar os cidadãos de nacionalidade portuguesa a identificarem-se junto das autoridades galegas para aceder e permanecer no território mais de 24h, de acordo com a Ordem de 27 de julho da Consellaria de Sanidade, publicada no Diário Oficial da Galiza, como medida de prevenção para fazer frente à crise sanitária Covid-19 (…)”.


"Apesar de acolher a implementação de todas as medidas que visam a segurança e proteção da
saúde pública, há situações que são de  lamentar  por se  constituírem como mais  um 
constrangimento à livre circulação de pessoas, dificultando a já árdua tarefa de recuperação 
económica das zonas de fronteira que foram já muito afetadas ao logo dos últimos meses. 
Estamos a viver tempos excecionais que exige ponderação nas tomadas de decisão e, mesmo 
acreditando que a intenção pudesse ser boa, esta resolução está a gerar enorme confusão, falta 
de confiança e constrangimentos no seio das populações, até pela falta do cabal esclarecimento
da sua finalidade. Portanto, poderá ser um golpe negativo com impacto nas relações sociais, 
comerciais e, fundamentalmente, na economia transfronteiriça."


(..)De acordo com declarações do Conselleiro de Sanidade da  Xunta de Galicia, Jesús Vázquez Almuíña ao Jornal da Tarde da RTP1, desta quarta-feira, 29 de julho, “quando são visitas de horas e que não se vai estar em contacto com grupos de pessoas, não é necessário”. Quanto aos trabalhadores transfronteiriços  que, já demonstraramnovamente uma enorme apreensão, também já ficou esclarecido pelo Serviço Galego de Saúde da Junta da Galiza que só terão de fazer o registo da primeira vez que cruzarem a fronteira, 
deixando em branco o campo da ‘data prevista de saída’.
A identificação obrigatória deve ser efetuada no prazo máximo de 24horas e abrange as pessoas 
que cheguem à Comunidade Autónoma da Galiza, depois de terem estado 14 dias em territórios 
com alta  incidência  da Covid-19. Para  esse efeito,  tem de ser preenchido um  formulário
disponível ( https://coronavirus.sergas.gal/viajantes ) ou através da linha telefónica (881 00 20 
21) onde colocam os dados pessoais, de contacto e de estadia na Comunidade Autónoma da 
Galiza, nomeadamente o concelho.

Nota da Câmara de V. N. Cerveira

ANTIGO ARMAZÉM DA CP TRANSFORMADO EM HABITAT CRIATIVO/INCUBADORA PARA APOIAR JOVENS EMPREENDEDORES

O antigo armazém da CP aponta para o futuro, ganhando nova vida como incubadora de empresas. A candidatura para a reconversão daquele imóvel foi aprovada no âmbito do programa Feder (Norte 2020), através da comparticipação de 85% daquele valor.
O “Monção – Habitat Criativo – Incubadora” já dispõe do respetivo regulamento, o qual estabelece as condições de funcionalidade e acesso ao equipamento. O documento, objeto de um período de consulta pública, foi aprovado em reunião do Executivo Municipal, no dia 28 de maio, sendo ratificado na reunião da Assembleia Municipal, no dia 30 de junho.
O novo espaço, localizado numa das principais entradas do centro histórico da vila, surge com o objetivo de apoiar jovens empreendedores no processo de desenvolvimento e consolidação das suas atividades profissionais, visando dinamizar e diversificar a economia local, ampliar e modernizar o tecido empresarial e criar postos de trabalho estáveis e qualificados.
Além de disponibilizar espaços físicos com condições efetivas para o pleno desenvolvimento da atividade, o “Monção – Habitat Criativo – Incubadora” pretende facilitar aos “residentes” o acesso a um conjunto de parceiros, investidores e empresários, proporcionando-lhes, desta forma, uma inserção mais rápida no contexto laboral.
No sentido de potenciar o espírito empreendedor e promover a dinâmica empresarial, a filosofia deste espaço aglutinador passará pela criação de um modelo de trabalho partilhado (recursos, experiências, ideias, serviços e competências técnicas) que, por sua vez, conduzirá a um ambiente favorável à aprendizagem e ao empreendedorismo.
O novo equipamento, que será objeto de uma profunda intervenção de reabilitação estrutural e espacial, compreende dois pisos, ligados por escada e plataforma elevatória para utilização por pessoas de mobilidade reduzida. Estão previstos lugares de trabalho em openspace, gabinetes individuais, sala de reuniões/formação, e espaço de convívio.”.

Facebook/Município de Monção



sexta-feira, 24 de julho de 2020

PRAÇA DA REPÚBLICA RENOVADA ABRIU AO PÚBLICO


A Praça da República, cujos trabalhos de requalificação estão bastante avançados, faltando apenas a beneficiação do Largo da Alfândega, abriu hoje ao público. A empreitada, a cargo da empresa "Primus Lean, Engenharia e Construção, Lda, foi adjudicada por 741.968,73 €.
Com esta requalificação urbanística, patente em outros pontos do centro histórico, a Praça da República e artérias circundantes ganham um semblante mais moderno e atrativo, potenciando a realização de eventos culturais e dinamizando a atividade comercial.
Com o brasão de Monção desenhado no pavimento, em frente ao Palácio da Justiça, a nova imagem da Praça da República apresenta três repuxos de água com símbolos de Monção (Alvarinho, Termas e Coca), áreas verdes, pérgula, bancos, papeleiras, iluminação pública reforçada e passeios mais largos.
Com uma das artérias vedada ao trânsito automóvel, na presente intervenção evidencia-se um acesso pedonal direto entre as traseiras do Museu do Alvarinho e o Cine Teatro João Verde e Biblioteca Municipal. Um percurso que se tornará mais visível com a execução dos trabalhos no Largo da Alfândega.
A presente intervenção enquadra-se num projeto global de requalificação urbanística do centro histórico da vila, o qual configura uma verdadeira “revolução” na imagem dos espaços públicos, fomentando o aumento turístico, cultural e comercial.
Paralelamente, incentiva a iniciativa privada a recuperar os imóveis degradados naquela zona urbana. Situação já visível com a construção em curso de dois novos edifícios, devidamente enquadrados em termos de arquitetura e volumetria, bem como com a previsível recuperação de outros imóveis.
Município de Monção/Facebook



quarta-feira, 22 de julho de 2020

EUROPA DISTINGUE POLITICA DE SUSTENTABILIDADE


Bandeiras distintivas da qualidade da região do Alto Minho içadas nos municípios da região.

O mastro das bandeiras junto ao Edifício do Loreto apresenta hoje as bandeiras Green Destinations, Quality Coast e Estação Náutica, sinalizando o facto de, em 2019, o Alto Minho ter recebido aqueles galardões distintivos da qualidade da nossa região. Os demais municípios do Alto Minho também içaram as respetivas bandeiras. 

A distinção reconhece a politica de sustentabilidade e o trabalho das entidades do território rumo ao equilíbrio ambiental, bem como a excelência na gestão de destinos sustentáveis, os quais passam por aspetos como a conservação da natureza e do património, a gestão de resíduos, a energia e o clima.

O Alto Minho foi a primeira NUT III de Portugal Continental a ser galardoada como platina, de acordo com os padrões do Conselho Global de Turismo Sustentável. De referir que a região, à semelhança do Parque Nacional da Peneda Geres, já tinha sido reconhecida em 2018 como Sustainable Destination Top 100, tendo revalidado o titulo em 2019.

Acrescente-se que o Alto Minho foi também reconhecido como uma das primeiras “Estações Náuticas” de Portugal. Este selo de qualidade foi atribuído na sequência de um processo de candidatura da CIM Alto Minho à Fórum Oceano – Associação de Economia do Mar, entidade responsável pela certificação.

C.M.