quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Monção é o 6º município do Alto MInho com maior poder de compra

Viana do Castelo continua a ser, no Alto Minho, o concelho com maior poder de compra. Os dados foram agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam a capital de distrito com 93, 09% do poder de compra da média nacional.
A média distrital anda pelos 79, 65%.
Em 2º lugar encontra-se, agora, V. N. Cerveira, com 84, 24%. Segue-se Valença (82, 66%), Caminha (78, 91%), Ponte de Lima (71, 04%) e Monção (70, 16%). Abaixo de 60% estão Arcos de Valdevez (67, 78%), Paredes de Coura (66, 39%), Ponte da Barca (64, 43%) e Melgaço (62, 02%).
Já no conjunto do país, as áreas metropolitanas (Lisboa e Porto) concentravam, em 2017, 44% da população portuguesa. Concentravam, em 2017, mais de metade (52%) do poder de compra do país – 34,2% e 17,5%, respetivamente. Os dois territórios reuniam, nesse mesmo ano, 44% da população portuguesa (27,5% em Lisboa e 16,7% na no Porto).
O concelho de Braga registou um índice de poder de compra “per capita” de 106,97, sendo  o único município minhoto com valores superiores à média nacional.
Em termos de municípios, Lisboa ocupa o primeiro lugar do ranking, com 219,6.
Já as regiões do Norte e do Centro do país eram aquelas que concentravam menos poder de compra, especialmente nas sub-regiões do Alto Tâmega, Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes.
“Além dos território metropolitanos, também os municípios correspondentes a algumas capitais de distrito revelaram um poder de compra per capita superior à media nacional, com relevância para Faro (132,5), Coimbra (128,7), Aveiro (123,1) e Évora (117,3), com valores de poder de compra percentual superiores a 110, bem como os municípios de Sines (128,7), do Funchal (114,3) e de Albufeira (112).
in Valemais.pt

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ENCONTRO LUSO GALAICO DE MÚSICA POPULAR


Com organização do Grupo Popular “Os Teimosos” e apoio da Câmara Municipal de Monção, o 8º Encontro Luso Galaico de Música Popular realiza-se no próximo sábado, dia 9, pelas 21h30, no Cine Teatro João Verde. A entrada, no valor de 3,50 €, pode ser adquirida na Loja Interativa de Turismo ou naquele equipamento cultural.

Além do grupo anfitrião, a 8º Encontro Luso Galaico de Música Popular reserva atuações de Jorge Nande, de Monção, Grupo Zaatam, de Satão, Grupo de Gaitas de Xuntanza, de Rendufe, Tui, e Banda de Salvaterra de Miño, os dois últimos da vizinha Galiza.

Este intercâmbio musical e cultural promete uma noite animada com os sons caraterísticos desta região transfronteiriça, sendo marcado pelo convívio e confraternização entre os agrupamentos presentes e o público das duas margens do rio Minho.

C. M.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

SEMANA DA EUROCIDADE POTENCIA SENTIMENTO DE UNIÃO E PARTILHA ENTRE MONÇÃO E SALVATERRA DE MIÑO

Com o objetivo de potenciar o relacionamento transfronteiriço, promover a atividade desportiva ligada ao rio Minho e auxiliar quem atravessa a fronteira para lazer ou trabalho, realizou-se, entre 25 e 29 do corrente, a II Semana da Eurocidade Monção – Salvaterra de Miño.

Ao longo destes dias, decorreu uma “Aula Aberta” na Eprami, polo de Monção, com visita de meia centena de jovens galegos aquele estabelecimento de ensino para se familiarizarem com os espaços existentes e tomarem contacto com a oferta educacional disponível.

Referência ainda para a conferência “Problemática Transfronteiriça no Emprego”, da autoria de Teresa Ventin, coordenadora do Eures Transfronteiriço, onde foram abordadas questões importantes para quem trabalha do outro lado da margem, bem como a exposição de fotografia “Rio Minho e suas margens: passado e presente na raia”, evidenciando a transformação cultural, humana e patrimonial da “fronteira”. 

Devido às condições atmosféricas da passada sexta-feira à noite, a Caminhada com as Estrelas, que englobava observação astronómica no Miradouro do Rio Minho, em Salvaterra de Miño, foi adiada para uma data posterior. Os cinquenta inscritos terão a oportunidade de fazer a caminhada de 5 quilómetros mais tarde, sendo-lhes comunicada a nova data.

Apesar da incerteza do tempo, as tardes de sábado e o domingo mostraram grande recetividade de munícipes e visitantes nas atividades promovidas pela Subzone Extreme. O rio encheu-se de vida com kaikes a subir e descer e, na margem, tanto o kart cross a pedais como o tiro ao alvo com arco chamavam a atenção de pequenos e grandes.

Como foi possível constatar, as tardes trouxeram muita gente ao Cais da Lodeira, assegurando uma tarde bem passada a várias famílias e grupos de amigos. Um abraço forte ao rio Minho que, com toda a certeza, terá continuidade no futuro com iniciativas semelhantes.

C.M.


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

MURAIS ARTÍSTICOS NAS ESCOLAS DE MONÇÃO

A Escola Básica José Pinheiro Gonçalves (Monção), Escola Básica da Estrada (Mazedo), Escola Básica de Pias, Escola Básica do Vale do Mouro (Tangil), e o Jardim de Infância de Cortes, abriram o ano letivo 2019/2020 com espaços mais coloridos, propiciando um ambiente mais acolhedor e artístico.

A Plataforma de Arte e Cultura (PAC) é uma valência do Município de Monção destinada a criar dinâmicas artísticas nos campos educativo e cultural, promovendo exposições, ateliês de artes plásticas, oficinas de expressão dramática e intervenções no espaço público.

No final do último ano letivo, dois elementos da PAC, Ricardo de Campos e Patrícia Oliveira, trabalharam com os alunos do jardim de infância de Cortes e escolas do ensino básico do concelho, criando belos e coloridos murais no interior dos estabelecimentos de ensino. 

Além de embelezar os espaços, a iniciativa procurou sensibilizar os alunos para a componente artística. Segundo Ricardo de Campos, as escolas ficaram com “um ambiente mais acolhedor e artístico”, potenciando “o gosto dos mais pequenos pela arte”. Tratou-se, adiantou, de “uma atividade enriquecedora para quem ensinou e para quem aprendeu”.

Os murais refletem a identidade cultural e humana do nosso território, sendo visíveis pessoas a vivenciar ofícios de outros tempos, animais que povoam a paisagem em plena sintomia com a natureza, e um património singular, como pontes e cardenhas, que marcam a beleza do nosso concelho.
    
O rio com a lampreia, o sável, os barcos e as pesqueiras também estão presentes. Não podia ser de outra forma. A ligação aos monçanenses é demasiado forte. Muitos aprenderam a nadar no Minho, Mouro e Gadanha. Outros passaram mercadoria de um lado para o outro. E, na memória, todos retêm muitas histórias para contar. Felizes e infelizes.
  
O verde e o azul são as cores predominantes nos desenhos expostos, transmitindo aos mais novos uma mensagem de esperança, tranquilidade e confiança ao longo do ciclo da vida, reforçando igualmente o gosto pela tradição e pela ruralidade, caraterísticas distintivas da vivência local.

Nesta estratégia de valorização cultural e artística do concelho, a PAC promove, a partir de 1 de outubro, oficinas de formação continua (expressão dramática e pintura) para crianças e adultos, que terão lugar nas instalações da PAC, no Cine Teatro João Verde, em horário pós-laboral. As inscrições encontram-se abertas.

C.M.

Escola Básica José Pinheiro Gonçalves (Monção)

Escola Básica da Estrada (Mazedo)

Escola Básica de Pias


Escola Básica do Vale do Mouro (Tangil)

domingo, 8 de setembro de 2019

Monção é único no país com toda a mesa premiada



As Roscas de Monção é um dos doces premiados no concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. Com esta distinção, Monção passa a ser o único concelho do país com a mesa toda premiada (sopa, vinho, prato principal e sobremesa) naquele concurso de âmbito nacional.

As Roscas de Monção é um dos doces vencedores do concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. A finalíssima realizou-se em Montemor-o-Velho, sábado passado, 7 de setembro, com transmissão em direto na RTP 1 e RTP Internacional, ao longo do dia e noite.

Além das Roscas de Monção, a lista dos vencedores incluiu a Amêndoa Coberta de Moncorvo, Bolinhol de Vizela, Charutos dos Arcos, Crista de Galo, Folar de Olhão e Mel Biológico do Parque Natural de Montesinho. A gala contou, mais uma vez, com apresentação de José Carlos Malato e Catarina Furtado.

Com esta distinção, Monção passa a ser o único concelho do país com a mesa toda premiada (sopa, vinho, prato principal e sobremesa). Desde o passado sábado, na nossa mesa, já não falta a sobremesa. Uma sensação única e orgulho desmedido para todos os monçanenses.

Em 2011, no concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”, numa candidatura que englobou vários municípios da região, a votação popular elegeu o caldo verde como um dos vencedores. No ano passado, na final realizada em Albufeira, a Mesa de Monção, envolvendo o Cordeiro à Moda de Monção e o vinho Alvarinho, foi um dos sete distinguidos no Concurso “7 Maravilhas à Mesa”.

No passado sábado, em Montemor-o-Velho, recebemos o trofeu no concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. Além de completarmos a mesa, este prémio deixa um sabor adocicado em todos os monçanenses e presta uma homenagem merecida a gerações de “rosqueiras” que, durante décadas, confecionavam e vendiam o doce mais típico de Monção na feira semanal, festas e romarias.

“Motivo de grande alegria e orgulho para todos os monçanenses”

O anúncio de Roscas de Monção como um dos doces vencedores foi feito por Catarina Furtado. De imediato, soltou-se um “grito” de júbilo e entusiasmo com a nossa claque a traduzir, no palco do acontecimento, o grande contentamento de milhares de monçanenses pregados aos ecrãs da televisão e do computador.

Na última votação do público, estávamos em sétimo lugar. A apreensão e incerteza eram grandes porque, a qualquer momento, podíamos sair dos lugares elegíveis. Tínhamos à perna, as “Barrigas de Freira”, de Arouca, e, principalmente, o “Pastel de Tentúgal”, que jogava em casa.

Como Deu-la-Deu Martins, resistimos e vencemos. Os monçanenses sentiram essa perigosa aproximação e mostraram a força e bairrismo que nos distingue. A vitória é coletiva. Não é de um, dois ou três. Pertence a todos. Os monçanenses estão de parabéns pela conquista desta distinção maravilhosa da nossa doçaria. 

Visivelmente emocionado, António Barbosa, disse que este prémio é motivo de grande alegria e orgulho para todos os monçanenses, demonstrando a qualidade dos nossos produtos endógenos, o bairrismo da nossa gente e a vontade de afirmação de Monção no território nacional.

“Conseguimos. A mesa está completa. Temos de aproveitar esta vantagem, só nossa, para projetarmos, ainda mais, o nome de Monção. Abriu-se mais uma janela de oportunidade que, com toda a certeza, vamos agarrar para promover o nosso concelho” adiantou.

No inicio, eram 907 candidaturas. No final, venceram 7. E as Roscas de Monção estão lá.

O concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal” recebeu 907 candidaturas, tendo um painel de especialistas votado, por duas vezes, nos melhores doces do nosso país, reduzindo a listagem para 140. Um total de 7 doces por distrito e regiões autónomas que avançaram para votação do público.

Durante os meses de julho e agosto, realizaram-se 20 programas de daytime, um em cada distrito com emissão em direto pela RTP, tendo sido selecionado um pré-finalista por distrito. As Roscas de Monção participaram na eliminatória de Viana do Castelo, no dia 2 de julho, ficando em segundo lugar.

Esta posição permitiu ao nosso doce a presença numa gala de apuramento dos segundos classificados, em Miranda do Corvo. Entre 14 concorrentes, ficamos nos 7 primeiros, ganhando lugar na semifinal realizada em Arcos de Valdevez. Na localidade vizinha, conseguimos a passagem à final, em Montemor-o-Velho, onde fomos um dos 7 doces vencedores.

C.M.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Paulo de Carvalho e Banda Musical de Tangil em concerto

No dia 31 de agosto, sábado, pelas 21h30, para muitos sinal de que as férias acabaram e o regresso ao trabalho acontece já na segunda-feira, Monção vai receber um espetáculo absolutamente imperdível. A entrada é gratuita. A passagem de uma noite magnifica é uma certeza.

Paulo de Carvalho e a Banda Musical da Casa do Povo de Tangil vão subir ao palco instalado na Praça Deu-la-Deu Martins para presentear o público com um momento de pura fantasia musical, iluminada por interpretações notáveis envoltas em sonoridades díspares e harmoniosas.

O interprete de “E Depois do Adeus”, canção que serviu como primeira senha para o avanço da “Revolução dos Cravos”, cumpre, em 2019, 57 anos de carreira. Neste concerto, junta-se à Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, filarmónica fundada em 1838, prometendo fechar com chave de ouro o verão cultural em Monção.

C. M.