sexta-feira, 20 de setembro de 2019

MURAIS ARTÍSTICOS NAS ESCOLAS DE MONÇÃO

A Escola Básica José Pinheiro Gonçalves (Monção), Escola Básica da Estrada (Mazedo), Escola Básica de Pias, Escola Básica do Vale do Mouro (Tangil), e o Jardim de Infância de Cortes, abriram o ano letivo 2019/2020 com espaços mais coloridos, propiciando um ambiente mais acolhedor e artístico.

A Plataforma de Arte e Cultura (PAC) é uma valência do Município de Monção destinada a criar dinâmicas artísticas nos campos educativo e cultural, promovendo exposições, ateliês de artes plásticas, oficinas de expressão dramática e intervenções no espaço público.

No final do último ano letivo, dois elementos da PAC, Ricardo de Campos e Patrícia Oliveira, trabalharam com os alunos do jardim de infância de Cortes e escolas do ensino básico do concelho, criando belos e coloridos murais no interior dos estabelecimentos de ensino. 

Além de embelezar os espaços, a iniciativa procurou sensibilizar os alunos para a componente artística. Segundo Ricardo de Campos, as escolas ficaram com “um ambiente mais acolhedor e artístico”, potenciando “o gosto dos mais pequenos pela arte”. Tratou-se, adiantou, de “uma atividade enriquecedora para quem ensinou e para quem aprendeu”.

Os murais refletem a identidade cultural e humana do nosso território, sendo visíveis pessoas a vivenciar ofícios de outros tempos, animais que povoam a paisagem em plena sintomia com a natureza, e um património singular, como pontes e cardenhas, que marcam a beleza do nosso concelho.
    
O rio com a lampreia, o sável, os barcos e as pesqueiras também estão presentes. Não podia ser de outra forma. A ligação aos monçanenses é demasiado forte. Muitos aprenderam a nadar no Minho, Mouro e Gadanha. Outros passaram mercadoria de um lado para o outro. E, na memória, todos retêm muitas histórias para contar. Felizes e infelizes.
  
O verde e o azul são as cores predominantes nos desenhos expostos, transmitindo aos mais novos uma mensagem de esperança, tranquilidade e confiança ao longo do ciclo da vida, reforçando igualmente o gosto pela tradição e pela ruralidade, caraterísticas distintivas da vivência local.

Nesta estratégia de valorização cultural e artística do concelho, a PAC promove, a partir de 1 de outubro, oficinas de formação continua (expressão dramática e pintura) para crianças e adultos, que terão lugar nas instalações da PAC, no Cine Teatro João Verde, em horário pós-laboral. As inscrições encontram-se abertas.

C.M.

Escola Básica José Pinheiro Gonçalves (Monção)

Escola Básica da Estrada (Mazedo)

Escola Básica de Pias


Escola Básica do Vale do Mouro (Tangil)

domingo, 8 de setembro de 2019

Monção é único no país com toda a mesa premiada



As Roscas de Monção é um dos doces premiados no concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. Com esta distinção, Monção passa a ser o único concelho do país com a mesa toda premiada (sopa, vinho, prato principal e sobremesa) naquele concurso de âmbito nacional.

As Roscas de Monção é um dos doces vencedores do concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. A finalíssima realizou-se em Montemor-o-Velho, sábado passado, 7 de setembro, com transmissão em direto na RTP 1 e RTP Internacional, ao longo do dia e noite.

Além das Roscas de Monção, a lista dos vencedores incluiu a Amêndoa Coberta de Moncorvo, Bolinhol de Vizela, Charutos dos Arcos, Crista de Galo, Folar de Olhão e Mel Biológico do Parque Natural de Montesinho. A gala contou, mais uma vez, com apresentação de José Carlos Malato e Catarina Furtado.

Com esta distinção, Monção passa a ser o único concelho do país com a mesa toda premiada (sopa, vinho, prato principal e sobremesa). Desde o passado sábado, na nossa mesa, já não falta a sobremesa. Uma sensação única e orgulho desmedido para todos os monçanenses.

Em 2011, no concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”, numa candidatura que englobou vários municípios da região, a votação popular elegeu o caldo verde como um dos vencedores. No ano passado, na final realizada em Albufeira, a Mesa de Monção, envolvendo o Cordeiro à Moda de Monção e o vinho Alvarinho, foi um dos sete distinguidos no Concurso “7 Maravilhas à Mesa”.

No passado sábado, em Montemor-o-Velho, recebemos o trofeu no concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”. Além de completarmos a mesa, este prémio deixa um sabor adocicado em todos os monçanenses e presta uma homenagem merecida a gerações de “rosqueiras” que, durante décadas, confecionavam e vendiam o doce mais típico de Monção na feira semanal, festas e romarias.

“Motivo de grande alegria e orgulho para todos os monçanenses”

O anúncio de Roscas de Monção como um dos doces vencedores foi feito por Catarina Furtado. De imediato, soltou-se um “grito” de júbilo e entusiasmo com a nossa claque a traduzir, no palco do acontecimento, o grande contentamento de milhares de monçanenses pregados aos ecrãs da televisão e do computador.

Na última votação do público, estávamos em sétimo lugar. A apreensão e incerteza eram grandes porque, a qualquer momento, podíamos sair dos lugares elegíveis. Tínhamos à perna, as “Barrigas de Freira”, de Arouca, e, principalmente, o “Pastel de Tentúgal”, que jogava em casa.

Como Deu-la-Deu Martins, resistimos e vencemos. Os monçanenses sentiram essa perigosa aproximação e mostraram a força e bairrismo que nos distingue. A vitória é coletiva. Não é de um, dois ou três. Pertence a todos. Os monçanenses estão de parabéns pela conquista desta distinção maravilhosa da nossa doçaria. 

Visivelmente emocionado, António Barbosa, disse que este prémio é motivo de grande alegria e orgulho para todos os monçanenses, demonstrando a qualidade dos nossos produtos endógenos, o bairrismo da nossa gente e a vontade de afirmação de Monção no território nacional.

“Conseguimos. A mesa está completa. Temos de aproveitar esta vantagem, só nossa, para projetarmos, ainda mais, o nome de Monção. Abriu-se mais uma janela de oportunidade que, com toda a certeza, vamos agarrar para promover o nosso concelho” adiantou.

No inicio, eram 907 candidaturas. No final, venceram 7. E as Roscas de Monção estão lá.

O concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal” recebeu 907 candidaturas, tendo um painel de especialistas votado, por duas vezes, nos melhores doces do nosso país, reduzindo a listagem para 140. Um total de 7 doces por distrito e regiões autónomas que avançaram para votação do público.

Durante os meses de julho e agosto, realizaram-se 20 programas de daytime, um em cada distrito com emissão em direto pela RTP, tendo sido selecionado um pré-finalista por distrito. As Roscas de Monção participaram na eliminatória de Viana do Castelo, no dia 2 de julho, ficando em segundo lugar.

Esta posição permitiu ao nosso doce a presença numa gala de apuramento dos segundos classificados, em Miranda do Corvo. Entre 14 concorrentes, ficamos nos 7 primeiros, ganhando lugar na semifinal realizada em Arcos de Valdevez. Na localidade vizinha, conseguimos a passagem à final, em Montemor-o-Velho, onde fomos um dos 7 doces vencedores.

C.M.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Paulo de Carvalho e Banda Musical de Tangil em concerto

No dia 31 de agosto, sábado, pelas 21h30, para muitos sinal de que as férias acabaram e o regresso ao trabalho acontece já na segunda-feira, Monção vai receber um espetáculo absolutamente imperdível. A entrada é gratuita. A passagem de uma noite magnifica é uma certeza.

Paulo de Carvalho e a Banda Musical da Casa do Povo de Tangil vão subir ao palco instalado na Praça Deu-la-Deu Martins para presentear o público com um momento de pura fantasia musical, iluminada por interpretações notáveis envoltas em sonoridades díspares e harmoniosas.

O interprete de “E Depois do Adeus”, canção que serviu como primeira senha para o avanço da “Revolução dos Cravos”, cumpre, em 2019, 57 anos de carreira. Neste concerto, junta-se à Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, filarmónica fundada em 1838, prometendo fechar com chave de ouro o verão cultural em Monção.

C. M.

sábado, 20 de julho de 2019

FESTA DA ROSCA E DO PAPUDO NOS MILAGRES. PROJETO DE REQUALIFICAÇÃO VAI SER APRESENTADO


Além das roscas tradicionais, certame, marcado para este domingo, 21 de julho, apresenta roscas feitas à fase de Alvarinho e canela.

A IV Festa da Rosca e do Papudo realiza-se no dia 21 de julho, domingo, na Praça Nossa Senhora dos Milagres, em Cambeses, visando a divulgação, promoção e comercialização daquele produto típico da doçaria local que, recentemente, participou no concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”, tendo ficado em segundo lugar na eliminatória distrital.

Além de provas de vinhos dos rótulos produzidos na freguesia (Cortinha Velha, Milacrus e Trinta Raios), a IV Festa da Rosca e do Papudo, com sessão de abertura marcada para as 10h30, engloba atuação de bombos, workshop sobre a rosca e o papudo, e criação de logotipo humano da rosca.

O programa prevê ainda a apresentação da mascote, do projeto de Requalificação Urbanística da Praça dos Milagres, da peça de teatro “Mãos de Açúcar”, da autoria da Associação Filarmónica Milagrense, bem como atuações dos grupos “Os Teimosos” e “Alma de Fado”.

Nos cestos e tabuleiros, junto às roscas tradicionais, os munícipes e visitantes poderão deliciar-se com roscas feitas à base de Alvarinho e canela. Duas confeções com grande expressividade nos últimos anos, proporcionando uma maior oferta deste doce típico do concelho de Monção.

De geração em geração com muito amor.

A preparação das roscas e papudos acompanha o andar do tempo, passando de geração em geração. A massa é feita com farinha triga e água, à qual se junta manteiga, açafrão, fermento, sal e açúcar, ficando a levedar durante duas a três horas.

Passo seguinte, as mãos experientes das doceiras moldam as roscas e os papudos, sendo colocados em tabuleiros polvilhados de farinha triga para não "apegar". Vai ao forno de lenha, com porta sempre aberta, até alourar. No final, levam cobertura de açúcar refinado.

Nos últimos tempos, tem havido algumas inovações no processo de confeção, apresentando-se roscas feitas à fase de Alvarinho e canela. Nos dias festivos e à quinta-feira, dia da feira semanal, verifica-se a presença de várias “rosqueiras” nas ruas de Monção, comercializando esta doçaria caraterística do nosso concelho. 

C.M.

sábado, 15 de junho de 2019

MONÇÃO PERDE QUASE 1 600 HABITANTES EM 10 ANOS


Monção perdeu 1590 habitantes em 10 anos. As últimas estimativas do INE, ontem divulgadas, apontam para que o concelho, a 31 de dezembro último, tinha 17 902 habitantes. Um ano antes, era de 18 042.
Trata-se de uma tendência comum aos outros concelhos do Alto Minho que, agora, tem uma população de 230 954 residentes, com Viana do Castelo e Ponte de Lima a terem mais de metade da população (juntos têm mais de 126 mil residentes) do distrito.
Lisboa, com mais de meio milhão de habitantes, é o concelho mais populoso entre os 308 do país. O que tem menos gente é o do Corvo (Açores), com apenas 465 pessoas.

sábado, 1 de junho de 2019

MEIA MARATONA ENTRE MONÇÃO E VALENÇA


Nesta primeira edição,marcada para 20 de outubro de 2019, a partida faz-se de Valença. No próximo ano, será Monção a dar o tiro de partida.

Os vereadores do desporto nas câmaras de Monção e Valença, João Oliveira e José Monte, respetivamente, estiveram reunidos esta semana, acertando o lançamento de uma nova prova desportiva que vai unir as duas localidades vizinhas: Meia Maratona entre Monção e Valença.

Nesta primeira edição, marcada para 20 de outubro, a partida faz-se de Valença. No próximo ano, será Monção a dar o tiro de partida. Tanto João Oliveira como José Monte acreditam que esta competição tem todas as condições para se tornar num acontecimento desportivo de excelência.

Além de potenciar a atividade física da população de ambos os concelhos e criar mais um motivo para atrair visitantes à nossa região, esta prova tem como objetivo reforçar os laços desportivos entre os dois municípios ribeirinhos.

Registe-se que, desde 2004, Monção e Valença estão unidos pela Ecopista do Rio Minho, a primeira via ecológica do país com aproveitamento da antiga linha férrea. Com década e meia de existência, este corredor paralelo ao rio Minho tem somado distinções nacionais e europeias, tendo sido considerado, em 2017, a 3ª melhor via verde da Europa.

C.M.

terça-feira, 21 de maio de 2019

RECRIAÇÃO HISTÓRICA “PONTE DO MOURO MEDIEVAL”


Dias 8 e 9 de junho, em Barbeita/Ceivães - Monção
Ponte do Mouro Medieval, iniciativa promovida pela Associação “Buraca da Moura” com apoio da Câmara Municipal de Monção, é a recriação histórica do Encontro de D. João l e do Duque de Lencastre, precisamente em Ponte do Mouro, lugar pertencente às freguesias de Barbeita e Ceivães.
Naquele encontro, realizado com pompa e circunstância no ano de 1386, estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países, acertando-se os pormenores do casamento entre o Rei D. João I e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque.
Nesta viagem ao passado, os visitantes poderão apreciar e viver todo o contexto histórico da época, degustando sabores tradicionais e participando nas recriações medievais alusivas àquele período: música e danças da época, torneios, animadores de rua, espetáculos de fogo, falcoaria, cânticos à capela, demonstrações de ofícios e mercado medieval.

C.M.