Celebra-se hoje, 15 de fevereiro, em todo o mundo. Monção associou-se à efeméride, iluminando, ontem e hoje, a Estátua da Danaide/Brasão de Deu-la-Deu Martins com a cor azul
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Centro de Informação Geoespacial do Exército com exposição na Casa Museu de Monção da UM
A 1ª exposição intitula-se:
Mapas das regiões de Portugal: mal se governa o país que se não conhece …
Aquilo que se propõe dar a conhecer nesta exposição que se intitula Mapas das regiões de Portugal: mal se governa o país que se não conhece …, são as perspetivas regionais/provinciais do nosso País, a partir de uma seleção de mapas que, ao longo do tempo, serviram de ilustração às descrições coro-geográficas, ou de suporte às decisões político-jurídico-administrativas e, sobretudo, militares.
Optou-se por organizar esta mostra nas seis tradicionais (ou históricas) províncias portuguesas, a saber: Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo e Algarve, as quais se complementam com os territórios dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, justamente porque, entre os séculos XVII e XIX, esta divisão regional era, simultaneamente, a divisão coro-geográfica e militar.
A 2ª exposição intitula-se
Das ilhas a Portugal sujeitas no oceano ocidental...
O papel do Exército português no reconhecimento cartográfico dos Açores
Apesar da sua reduzida dimensão, os Açores desempenharam, muitas vezes, um papel “chave” ao longo da História de Portugal, muito graças à sua posição geográfica meso-atlântica, fulcral para o controlo das principais rotas transoceânicas entre Europa, África e a América.
Assim, ao longo dos séculos, os Açores despertaram o interesse das principais potências marítimas, desejosas de obterem bases de apoio estratégicas para controlarem toda a navegação atlântica. Deste modo, e desde muito cedo, as ilhas açorianas mereceram a atenção das autoridades militares portuguesas e cuja presença, ainda hoje, contribui para a integração e unidade do território nacional. O contributo dos militares portugueses não se materializou apenas nas inúmeras obras de arquitetura e de engenharia militares de carácter defensivo, como batarias, fortes, fortins e fortalezas – e que, atualmente, constituem um importante património histórico-cultural - mas também nas obras de engenharia civil relacionadas com o urbanismo ou as grandes obras públicas, projetando a construção de estradas, pontes, aquedutos e portos de mar.
A entrada é livre.
Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:
De terça a sexta feira: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30;
sábado das 14h00 às 19h00;
domingo e segunda feira: encerrada
NORMAS A RESPEITAR NO ÂMBITO DA PANDEMIA:
A permanência nas instalações da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho está condicionada ao respeito pelas medidas implementadas para proteção de todos, nomeadamente:
· Manter o distanciamento físico.
· Seguir as indicações existentes.
· Usar máscara de proteção durante todo o tempo que permanecer no edifício (a CMM não disponibiliza máscaras para os utilizadores).
·Lavar e/ou higienizar as mãos.
Capacidade máxima de 5 pessoas na Sala de Exposições Temporárias
C.M.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
PROGRAMA PSICOEDUCATIVO “CUIDAR DE QUEM CUIDA”
Com inicio no dia 7 de março, o programa destina-se a apoiar os cuidadores informais de pessoas dependentes. As inscrições são gratuitas, encontrando-se abertas até ao dia 3 de março.
No dia 7 de março, inicia-se o Programa Psicoeducativo “Cuidar de Quem Cuida”, que decorrerá às segundas-feiras, entre as 14h30 e as 16h30, na Biblioteca Municipal de Monção, sendo dinamizado por uma equipa multidisciplinar, ao longo de 9 sessões, com o objetivo de apoiar os cuidadores informais de pessoas dependentes.
O programa tem como finalidade proporcionar apoio emocional, partilhar sentimentos, trocar experiências e transmitir competências às pessoas que cuidam de familiares, vizinhos e amigos em situação de doença crónica, deficiência ou dependência, visando otimizar a execução das suas tarefas diárias.
Com participação gratuita, as inscrições estão abertas, até ao dia 3 de março, através do correio eletrónico servicossociais@cm-moncao.pt. Para qualquer informação ou esclarecimento, está disponível o T. 251 649 000, durante o horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.
O Programa Psicoeducativo “Cuidar de Quem Cuida” insere-se no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Monção e o CASTIIS – Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguêdo, promotor do programa “Cuidar de Quem Cuida”,
Tendo como objetivo geral a promoção e valorização do papel de cuidador informal, o programa resulta de uma estreita colaboração entre os diferentes parceiros envolvidos, nomeadamente, Câmara Municipal de Monção, Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Santa Casa da Misericórdia de Monção, Associação “DinamicaMENTE”, e Fisioterapias de Monção – Centro Médico.
M.M.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
𝗣𝗥𝗘𝗦𝗜𝗗𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗔 𝗥𝗘𝗣𝗨́𝗕𝗟𝗜𝗖𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗗𝗘𝗖𝗢𝗥𝗢𝗨 O MONÇANENSE 𝗘𝗩𝗔𝗥𝗜𝗦𝗧𝗢 𝗖𝗔𝗥𝗗𝗢𝗦𝗢
Esta sexta-feira, o prato principal é “Arroz de lampreia” e à mesa vão estar 350 convidados. O presente mais inesperado chegou esta semana e pelas mãos do Presidente da República.
A festa, na realidade, começou esta quarta-feira, quando, pelas 20h00, Marcelo Rebelo de Sousa entrou pelo número 150 da rua das Portas de Santo Antão e entregou a Evaristo Álvaro Cardoso a comenda da Ordem do Mérito Empresarial e Comercial, tornando o empresário comendador. “Foi uma surpresa absoluta” confessa emocionado Pedro Cardoso, primeiro pela distinção atribuída ao pai, depois pela “surpresa absoluta de receber o Presidente da República, quer pela simplicidade, quer pela generosidade e pelo sentido de humor que demonstrou durante a noite” que começou eram 20h00 e terminou depois da meia-noite.
Durante este dia de aniversário, muitas vão ser as personalidades que vão desejar os parabéns a Evaristo Cardoso. Ao mesmo tempo, vão ainda agradecer-lhe o que fez pela gastronomia nacional, sendo a crítica unânime em assumir que mais do que um símbolo de Lisboa, é um verdadeiro embaixador da gastronomia nacional, nos quatro cantos do mundo. José Quitério, o mais famoso dos críticos gastronómicos nacionais, que estendeu a sua prosa ao longo de vários anos nas páginas do Expresso, recorda-se perfeitamente da primeira vez que cruzou a porta da entrada. “Não gostei” confessa, mas, diz agora Pedro Cardoso, “foi a melhor coisa que nos podia ter acontecido”. Evaristo Cardoso disse-lhe, “vamos assumir a crítica e melhorar”, e assim o fizeram. José Quitério assume que depois da primeira crítica “rendi-me, perante a consistência e a ascensão” demonstrada.
José Quitério recorda-se de, pelo menos mais quatro vezes ter escrito sobre o Solar dos Presuntos. Hoje, afastado da crítica gastronómica, afiança que o restaurante é “um caso único em Portugal. Sem pretensões de inovar, manteve-se sempre fiel aos cânones da comida regional”, sem nunca perder a qualidade, mesmo quando as obras fazima crescer a capacidade. Foi assim, recorda José Quitério, em 1977, “nas primeiras obras, depois em 1980, com as novas salas, também em 1997 e quando criaram o segundo andar, em 2007”. Da ementa, recorda-se precisamente da lampreia, servida “sabiamente em várias confeções, além das duas tradicionais”, mas também do “Bacalhau no forno” e do “Arroz de lavagante” que considera soberbo.
O antigo crítico gastronómico do Expresso garante que “o Solar dos Presuntos” continua a ocupar um lugar de honra no pequeno grupo de restaurantes lisboetas que cultivam a gastronomia portuguesa”. Termina, elogiando a “máquina bem oleada e afinada em que o restaurante se tornou, mantendo-se, e sendo dos clássicos, o mais moderno, na linha da frente, com pujança e garantia de continuidade”.
Já Fortunato da Câmara, atual crítico gastronómico do Expresso diz que o Solar dos Presuntos “é um marco importante, até porque, não há em Lisboa quem faça, àquela escala, comida tradicional. Por ser de 1974, explica Fortunato da Câmara, “é um restaurante democrático, onde toda a gente vai, tendo ao longo de todos estes 48 anos, servido gerações familiares inteiras”. Considera também que o restaurante é um verdadeiro “Embaixador de Portugal, e o local perfeito para quem queira ter, sem ter de percorrer o país, uma ideia do que é comer à portuguesa”.
Em 2017, Evaristo Cardoso recebeu o Prémio Carreira do guia Boa Cama Boa Mesa. O júri justificou a distinção pelo facto de, “A 30 de outubro de 1974, Evaristo Cardoso, juntamente com a esposa, Graça, e o seu irmão Manuel, naturais de Monção, abriram um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade de Lisboa: o Solar dos Presuntos. Inicialmente, era uma pequena sala, com lugar para atender seis clientes ao balcão e mais 12 à mesa. A boa fama, resultado da excelente cozinha minhota, passada entre gerações, neste caso de sogra para nora, aliada à qualidade dos produtos, que Evaristo Cardoso fazia questão de comprar pessoalmente, deslocando-se frequentemente à sua região natal, elevaram a casa a um estatuto de prestígio”.
Em 2014, para assinalar os 40 anos do Solar dos Presuntos, a família Cardoso editou o livro Graça do Evaristo – Uma Vida no Solar dos Presuntos. “O comer bem e bom pertence à categoria dos afetos. E os afetos implicam que sejamos corteses, afáveis e calorosos. Eis porque quem entra nesta casa, entra na sua casa.” É desta forma que o restaurante se apresenta ao mundo. Ao mundo, porque a sua notoriedade já é universal. Chegam comensais de todo o planeta, a que se juntam diariamente personalidades reconhecidas do mundo da política, do espetáculo e do futebol. Já várias vezes premiado pelo guia Boa Cama Boa Mesa, em 2020, foi também distinguido como “Mesa com Mérito”, e em 2021, como um exemplo de resiliência em tempo de pandemia.
Recorde-se que, em plena pandemia, o Solar dos Presuntos (Rua das Portas de Santo Antão, 150, Lisboa. Tel. 213 424 253) fechou para obras, tornando-se num dos mais modernos restaurantes nacionais, sem nunca deixar de servir os pratos que deram fama à casa, como o “Cabrito no forno à Monção” (€23,50), o “Bacalhau assado no forno” (€24,50), o “Arroz de lavagante” (€75/kg) e o “Cozido à portuguesa”. Na época, é dos primeiros restaurantes a servir lampreia na capital.
Expresso
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Quintas de vinho inspiram alunos do Politécnico de Viana do Castelo a pintar telas em acrílico
Organizado pelo Município de Monção, o projeto “Arte em Trânsito 2021”, que decorrerá em três períodos distintos, junta alunos da Escola Superior de Educação (ESE), do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), e da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra, da Universidade de Vigo.
Desenvolvido em parceria entre uma instituição pública e estabelecimentos de ensino superior da região transfronteiriça, o projeto “Arte em Trânsito 2021” tem como finalidade criar uma “cumplicidade harmoniosa entre o território vinhateiro de Monção e a vocação artística dos estudantes daqueles estabelecimentos de ensino”.
A ideia é convidar diferentes alunos, em diferentes fases, para trabalharem no mesmo projeto. O primeiro encontro já decorreu e quatro alunos, dois de cada instituição, trabalharam numa quinta produtora de vinhos verdes, passando para a tela um conjunto de configurações geométricas e cores luminosas. Este trabalho a várias mãos “correu muito bem e as alunas gostaram da experiência”, confirmou o professor da ESE-IPVC, Hélder Dias, evidenciando as mais-valias deste projeto. “Este projeto tem vários aspetos positivos, desde a criação de redes até à possibilidade de desenvolver um trabalho num contexto diferente”, realçou o professor, sublinhando ainda “o intercâmbio e a importância de conhecer pessoas de outros países com outras abordagens”.
O trabalho ficou incompleto, sendo agora retomado no próximo fim de semana com as alunas da ESE-IPVC, Rita Braga e Lisandra Carneiro, e mais dois alunos da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra. Entretanto, já está marcado para os dias 6 e 7 de maio a conclusão do trabalho. No total, o projeto “Arte em Trânsito 2021” envolve 12 alunos, seis de cada instituição de ensino superior, “numa verdadeira comunhão de ideias e de partilha de experiências artísticas”.
As diferentes etapas desta residência artística a várias mãos estarão patentes ao público na Sala Terroir do Museu do Alvarinho. O resultado do primeiro momento pode ser visto de segunda a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
“Foi uma experiência enriquecedora para o nosso currículo”
As duas primeiras alunas do curso de Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas da ESE-IPVC que abraçaram esta aventura foram Adriana Bacelo e Maria João Gonçalves, que se mostraram “entusiasmadas” com a dinâmica criada para interpretar o território vinhateiro, partindo da sua investigação em artes plásticas e cruzando esse conhecimento com o vinho alvarinho.
Maria João Gonçalves confidenciou ter gostado do desafio. A aluna do terceiro ano da licenciatura em Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas viu esta oportunidade “como uma experiência a não perder”. Conhecer pessoas do mundo das artes e alunos espanhóis “chamaram” Maria João Gonçalves para a quinta, onde teve um “apadrinhamento muito forte” dos responsáveis que abriram as portas de casa a este projeto. “Não estava a contar com tanto entusiasmo das pessoas. Foi uma experiência enriquecedora para o nosso currículo e, por isso, desafiei os meus colegas de turma a participar”, referiu a jovem, garantindo que aprendeu muito. “Esta experiência ajudou-me a levar o método de trabalho para o campo mais profissional e a divertir-me um bocadinho”, evidenciou Maria João Gonçalves que se deixou inspirar “pela história da quinta, pela paixão e pela dedicação das pessoas que integram o projeto”. Na tela, pintada em acrílico, o próximo artista, aluno da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra, vai encontrar “muita energia”. “Gosto muito de explorar as cores e os contrastes, por isso, tentei levar para esta experiência um pouco da minha espontaneidade e falta de método, mas também me inspirei em fotografias como referência”, contou. A aluna da ESE-IPVC destacou ainda a importância do intercâmbio, confirmando que foi “um desafio interessante”. Maria João Gonçalves aplaudiu também o facto de “andar na universidade e ter a oportunidade de participar neste tipo de iniciativas”.
Também Adriana Bacelo, que está a frequentar o 3.º ano da licenciatura em Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas da ESE-IPVC, admitiu que foi uma “experiência desafiadora”. “Não costumo ter nada planeado e esta foi uma experiência diferente e valeu muito a pena”, confessou. A iniciativa superou as expectativas da aluna, assumindo que “valeu muito a pena” participar no projeto “Arte em Trânsito 2021”. Adriana Bacelo deixou o conselho aos colegas de turma: “aproveitem esta oportunidade, porque não sabemos quando a vamos voltar a ter”. A aluna inspirou-se na quinta, deixou-se “levar” pelas vinhas e há um candeeiro que se destaca na pintura que vai passar para as mãos de um colega da Universidade de Vigo.
No final do projeto (a 22 de setembro de 2022), cada uma das instituições ficará com uma tela, ficando as outras duas telas a pertencer ao espólio do Museu Alvarinho do Município de Monção. Ainda há a possibilidade de se realizar a exposição com itinerância pelas instituições envolvidas.
IPVC
domingo, 30 de janeiro de 2022
PS VENCE EM MONÇÃO, MAS PSD GANHA NA MAIORIA DAS FREGUESIAS
Nas eleições legislativas deste domingo, o PS venceu com maioria absoluta no conjunto do país foi o mais votado e em nove dos 10 concelhos do Alto Minho. A exceção foi Ponte de Lima (PSD). No entanto, embora com diferença de oito pontos favorável ao PS, este e o PSD distribuíram, de forma igual, o número de deputados entre si (três para cada).
Em Monção, o PS também foi o vencedor, com 3751 votos, seguido do PSD com 3545. Depois, os mais votados foram o Chega! (576), Iniciativa Liberal (294), Bloco (214), CDS (193) e CDU (98).
Já no número de freguesias, o PSD saiu vitorioso em 13 e o PS em 11.
O PSD ganhou em Abedim, Anhões/Luzio, Barbeita, Barroças/Taias, Merufe, Moreira, Pias, Pinheiros, Riba de Mouro, Sago/Lordelo/Parada, Segude, Tangil e Trute.
O PS foi o mais votado na Bela, Cambeses, Ceivães/Badim, Lara, Longos Vales, Mazedo/Cortes, Messegães/Valadares/Sá, Monção/ Troviscoso, Podame, Portela, Troporiz/Lapela.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
Covid-19: Portugueses que fiquem menos de 24 horas na Galiza sem obrigação de registo
“O registo de viajantes está pensado para aquelas pessoas que vão estar na Galiza mais de 24 horas”, indica a Junta em resposta escrita a um pedido de esclarecimento do Eixo Atlântico e a que a Lusa teve acesso.
No documento, o secretário-geral Técnico da Saúde da Junta da Galiza, Alberto Fuentes Losada, explica que os portugueses que pretendam permanecer menos de 24 horas em território galego, “seja por trabalho, reuniões, visita”, não estão incluídos nessa medida e “não têm obrigação de se registar”.
Para o secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, entidade que se dedica a apoiar iniciativas que fomentem a cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza, esta é uma “medida de discriminação positiva para os portugueses”, atendendo às características das regiões.
“Portugal não podia ser tratado como um país estrangeiro”, assinalou Xoan Mao.
O esclarecimento surge um dia depois de a região da Galiza ter incluído Portugal na lista países cujos viajantes têm a obrigação de declarar a sua chegada à comunidade autónoma espanhola por serem de territórios considerados de "alta incidência" da pandemia de covid-19.
Quem chegar à Galiza depois de ter estado num dos territórios dessa lista durante as duas semanas anteriores à sua chegada deve comunicar num prazo máximo de 24 horas e registar os seus dados de contacto numa página da Internet desenvolvida especificamente para este propósito, de acordo com a resolução aprovada pelas autoridades regionais
As 17 comunidades autónomas espanholas e as duas cidades autónomas do norte de África (Ceuta e Melilla) têm competências próprias em matéria de saúde, o que as leva a aprovar medidas muito diferentes no âmbito da luta contra a pandemia de covid-19.
A lista atualizada dos serviços sanitários galegos com os territórios considerado com uma alta incidência de covid-19 passa também a incluir todas as comunidades autónomas e cidades de Espanha, exceto seis: Andaluzia, Baleares, Canárias, Castela-Mancha, Comunidade Valenciana e Madrid.Quanto aos países e territórios europeus, devem comunicar a sua chegada à Galiza as pessoas procedentes de Portugal, Kosovo, Dinamarca, Andorra, Chipre, Ilhas Faroé, França, Gibraltar, Grécia, Guernsey, Islândia, Irlanda, Ilha de Man, Jersey, Luxemburgo, Mónaco, Montenegro, São Marino, Eslovénia e Suíça.
A atualização anterior, publicada há duas semanas, apenas incluía a Andaluzia, em Espanha, e a Dinamarca, na Europa.A listagem de países inclui ainda vários Estados das Américas, da Ásia, de África e a Austrália, na Oceânia.
O governo regional da Galiza referiu que a lista será objeto de atualização num prazo máximo de 15 dias.
L./M.