segunda-feira, 10 de agosto de 2020

MONÇÃO VOLTA A TER UM CASO ATIVO DA COViD-19

Monção volta a ter um caso positivo ativo da Covid -19. Isto depois de mais de um mês, desde 30 de junho, sem nenhum. Segundo nos informaram, tratar-se-á de um emigrante de férias numa aldeia próxima da zona do Vale do Gadanha.

“Está a ser devidamente acompanhado e monitorizado”, garante o Município monçanense em nota acabada de divulgar.

Na realidade, apesar dos constrangimentos provocados pela pandemia, ainda há muitos monçanenses que, fora da sua terra durante a maior parte do tempo, por razões profissionais, acabam por escolher esta altura para a visitar.

A população cresce, “potenciando a existência de encontros de amigos e reuniões familiares”. Por isso, a autarquia apela “a todos que evitem ao máximo concentrações de pessoas e tenham cuidados redobrados no dia a dia.”

Segundo dados já divulgados, Monção registou, desde março, 129 casos: um ativo, 117 recuperados e 11 óbitos.

Entretanto, a vizinha Salvaterra regista três casos ativos, todos no mesmo agregado familiar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Covid 19: Portugal sai da lista da Galiza que obrigava ao registo dos visitantes

Portugal deixou, esta quarta-feira, de fazer parte da lista de países territórios cujos viajantes para a Galiza tinham de se regista no âmbito da pandemia de covid-19, caso permanecessem mais de 24 horas.

A decisão foi hoje publicada oficialmente pela Xunta da Galizae e confirmado à Lusa pelo ministro Augusto Santos Silva.

Admitindo ter sido surpreendido, há cerca de 15 dias, com notícias sobre restrições à circulação dos portugueses na Galiza, Santos Silva explicou que o Governo pediu esclarecimentos às autoridades galegas, o que aconteceu numa reunião entre o presidente da Xuntada Galiza, Alberto Feijóo, e o embaixador português em Madrid, João Mira Gomes.zO encontro serviu para esclarecer que não havia restrições à circulação de pessoas oriundas de Portugal na Galiza, mas sim uma recomendação das autoridades de saúde galegas para que os viajantes se registassem, tornando um eventual contacto mais rápido e fácil.

Mas a reunião serviu também para alterar o processo de informação sobre os dados referentes à covid-19, adiantou o ministro.

"Combinámos com a Galiza um método: transmitirmos de imediato toda a informação sobre a situação epidemiológica portuguesa também regionalizada, portanto dando conta não apenas da evolução da situação nacional como das várias regiões do país", explicou.

Além disso, "acertámos uma reunião técnica das respetivas autoridades de saúde", onde foi passada a informação e "foi possível mostrar às autoridades galegas que o indicador que estavam a usar - que era sinalizar a necessidade ou conveniência do registo aos passageiros oriundos de territórios ou regiões que tivessem três vezes e meia mais casos nas últimas semanas do que a média galega -- não era preenchido pela generalidade das regiões portuguesas", avançou Santos Silva.

"Em resultado de tudo isto, na primeira revisão da lista, hoje publicada, Portugal é retirado dessa lista de recomendações", sublinhou o ministro, referindo que colocar as autoridades sanitárias, políticas e institucionais a dialogar "é um bom método".

A decisão hoje anunciada pela Galiza junta-se, como realçou Santos Silva, "ao conjunto de revisões de recomendações ou restrições impostas por diferentes Estados europeus", que têm reconhecido "a evolução positiva de Portugal" no número de infeções e vítimas do novo coronavírus.

"No fim da semana passada foi a Dinamarca, antes tinha sido a Grécia, a República Checa, a Roménia, Malta, entretanto a Eslovénia também alterou parcialmente as suas restrições, o mesmo se tinha acontecido com a Bélgica e os Países Baixos, para além da Hungria", exemplificou.

Segundo o Diário Oficial da Galiza, a revisão só retirou Portugal da lista, mantendo a imposição de registo para os viajantes das comunidades de Aragão, Catalunha, Navarra e País Basco e passando ainda a incluir também os de Madrid.

L.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

SANTUÁRIO DA PENEDA ASSINALA 800 ANOS

É um santuário mariano onde muita gente aflui, nomeadamente da vizinha Galiza. Lá, em peregrinação ou romagem, ao longo dos anos (séculos), se digiram e dirigirem muitos monçanenses. Muitos deles, em grupos de caminheiros por montes e vales (e pela serra) caminham muitas horas seguidas, incluindo as noturnas. 

De igual modo, se conhecem famílias com raízes na Peneda que se radicaram em Monção, mas que nunca esqueceram as suas raízes.´É o caso, por exemplo, da professora Isabel Afonso que lá tem, para receber os amigos, a acolhedora Tasquinha o Tchocalho.

Além da religiosidade, tem também um caráter especial festivo e de encontro, registando-se o seu apogeu na primeira semana de setembro,.

Entretanto, já amanhã, dia 5 de agosto, iniciam-se as comemorações dos 800 anos de culto do Santuário de Nossa Senhora da Peneda. O culto a Nossa Senhora da Peneda remonta a 5 de agosto de 1220, data em que a Nossa Senhora apareceu a uma pastorinha e pediu que "fosse construída uma ermida em sua honra".

Com o objetivo de instalar um núcleo de visitação histórica, que represente os 800 anos do culto a Nossa Senhora da Peneda, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez apoiou com 20.000,00€, o restauro de uma ala do Santuário, para aí conter um espaço expositivo, que permite aos visitantes viajarem no tempo e ficarem a conhecer os principais acontecimentos nestes 800 anos de existência, e a construção da Porta Jubilar.

Deste modo, esta quarta-feira será aberta a porta jubilar do Santuário de Nossa Senhora da Peneda pelo bispo de Viana do Castelo, oferecendo aos fiéis a oportunidade de visitar uma exposição cronológica do templo, desde 1220 até 2020.

Por causa da pandemia, a novena vai ser reduzida à oração de Laudes e à Missa, às 10h00, bem como à oração de Vésperas e do Rosário, às 17h00.

Estão também previstas iniciativas de âmbito cultural, no contexto dos 800 anos de culto a Nossa Senhora da Peneda, por parte do Comissariado para a Confraria e do Município de Arcos de Valdevez.

Salienta-se ainda que o Município de Arcos de Valdevez vai inaugurar um espaço informativo e interativo com a finalidade de promover o concelho, e em simultâneo prestar apoio aos visitantes.





ANSELMO MENDES É O NOVO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE ALVARINHO

O novo presidente da Associação de Produtores de Alvarinho (APA) de Monção & Melgaço defendeu  a Denominação de Origem (DO) por considerar que seria a “cereja no topo do bolo” para um vinho de excelência.

Um dos objetivos da nova direção passa pela criação de uma Denominação de Origem (DO) para o Alvarinho, dentro da região dos vinhos verdes. É um objetivo que poderá demorar dois a três anos, para podermos criar uma sub-região ainda com maior excelência. A DO seria a cereja no topo do bolo“, disse esta sexta-feira, o enólogo Anselmo Mendes.

A nova equipa para o triénio 2020/2022, foi eleita no dia 22. A direção presidida por Anselmo Mendes integra ainda os produtores Joana Santiago, da Quinta de Santiago, e Paulo Rodrigues, da Quinta do Regueiro.

Outro dos projetos da nova direção, a concretizar nos próximos cinco anos, passa por “fazer a caracterização da região, criando uma “biblioteca” que “mostrará, de forma científica, a razão da diferenciação da sub-região Monção e Melgaço”.

“Queremos identificar as quintas que existem ao longo do vale do Minho, na sub-região Monção e Melgaço, para fazer uma zonagem vínica do território e criar uma biblioteca para a abrir à comunidade, aos jornalistas nacionais e internacionais da especialidade e aos produtores para se perceber que dentro de uma microrregião ainda há diferenciação”, explicou.

Segundo Anselmo Mendes o acordo que alarga, em 2021, a produção de Alvarinho a outras zonas do país, “fez crescer as vendas e a notoriedade do vinho” que se produz na sub-região, mas defendeu que “ainda há espaço para fazer mais”.
“Já demos um grande passo com o acordo e com o que se tem feito nesta região que é a locomotiva do vinho verde, mas ainda temos espaço para ir mais em frente. Não queremos só fazer promoção, mas também, juntamente com as universidades estudar um bocado aquilo a que chamam de ‘terroir’. Perceber melhor o que é que ele imprime ao vinho“, especificou.

Em 2015, a produção de Alvarinho foi alargada a outras zonas do país, fora dos dois concelhos do distrito de Viana do Castelo em resultado de um acordo alcançado pelo Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo anterior Governo PSD/CDS e liderado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (VRVV), defensora do uso da denominação Alvarinho aos 47 municípios que a integram.

A portaria (n.º152/2015), que permite liberalizar o uso da denominação Alvarinho na região dos vinhos verdes, estabeleceu que a exclusividade de Monção e Melgaço na produção de Vinho Verde Alvarinho se manteria até 2021.

L.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Puskas "mostra"-se" em Caminha


Puskas, o premiado e conhecido pintor monçanense, está a partir de hoje e até 6 de agosto, na Galeria Caminhense, em pleno centro da vila de Caminha, a expor as suas obras. A mostra pode ser visitada entre as 10h e as 23h e tem o apoio do município local.

A mostra, intitulada "Percursos do Pintor", compreende 29 obras, óleos e aguarelas, em que a temática incide sobre a vida e os costumes da comunidade, sobretudo, de Caminha, designadamente a a atividade piscatória, as tradições e os rituais da população, bem como elementos paisagísticos que são ícones do concelho. Patente estão também obras sobre Amália Rodrigues, isto numa altura em que se assinala o centenário do seu nascimento.
Cerca de metade das obras foram pintadas durante o período de confinamento devido à Covid -19.
Como é habitual, o artista está presente durante o período de exposição. Dado que a entrada é livre, constitui, até, uma oportunidade para conhecer o artista e a sua obra; inclusive, conversar com o mesmo.
De seu nome José Lima Monteiro de Barros, o artista nasceu em Monção em 1954, onde vive e é, no mundo das artes plásticas, conhecido como Puskas, ídolo do futebol na sua adolescência e modalidade em que se destacou nos tempos de estudante. Desde 1973 que efetua, regularmente, exposições no país e no estrangeiro.
É dos pintores mais solicitados na vizinha  Galiza onde tem logrado distinções; entre elas, a da Deputação de Pontevedra. Já na sua terra natal, a Câmara Municipal distinguiu-o com o Prémio Carreira e a Medalha de Mérito.
Tem murais históricos em vários municípios da região, nomeadamente Melgaço, Salvaterra do Miño, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Valença, Eurocidade Valença-Tui, bem como outros já previstos. A sua obra sofre influências de Júlio Pomar e Vieira da Silva.



quarta-feira, 29 de julho de 2020

IR À GALIZA POR MAIS DE 24 HORAS OBRIGA A IDENTIFICAÇÃO


Novas regras impostas pela Comunidade Autónoma da Galiza à entrada de portugueses

Uma situação se verifica, também, na fronteira Monção/Salvaterra

“A raia minhota, em particular, e toda a região do Alto Minho, no geral, foi apanhada de surpresa com a posição tomada pela Junta da Galiza de obrigar os cidadãos de nacionalidade portuguesa a identificarem-se junto das autoridades galegas para aceder e permanecer no território mais de 24h, de acordo com a Ordem de 27 de julho da Consellaria de Sanidade, publicada no Diário Oficial da Galiza, como medida de prevenção para fazer frente à crise sanitária Covid-19 (…)”.


"Apesar de acolher a implementação de todas as medidas que visam a segurança e proteção da
saúde pública, há situações que são de  lamentar  por se  constituírem como mais  um 
constrangimento à livre circulação de pessoas, dificultando a já árdua tarefa de recuperação 
económica das zonas de fronteira que foram já muito afetadas ao logo dos últimos meses. 
Estamos a viver tempos excecionais que exige ponderação nas tomadas de decisão e, mesmo 
acreditando que a intenção pudesse ser boa, esta resolução está a gerar enorme confusão, falta 
de confiança e constrangimentos no seio das populações, até pela falta do cabal esclarecimento
da sua finalidade. Portanto, poderá ser um golpe negativo com impacto nas relações sociais, 
comerciais e, fundamentalmente, na economia transfronteiriça."


(..)De acordo com declarações do Conselleiro de Sanidade da  Xunta de Galicia, Jesús Vázquez Almuíña ao Jornal da Tarde da RTP1, desta quarta-feira, 29 de julho, “quando são visitas de horas e que não se vai estar em contacto com grupos de pessoas, não é necessário”. Quanto aos trabalhadores transfronteiriços  que, já demonstraramnovamente uma enorme apreensão, também já ficou esclarecido pelo Serviço Galego de Saúde da Junta da Galiza que só terão de fazer o registo da primeira vez que cruzarem a fronteira, 
deixando em branco o campo da ‘data prevista de saída’.
A identificação obrigatória deve ser efetuada no prazo máximo de 24horas e abrange as pessoas 
que cheguem à Comunidade Autónoma da Galiza, depois de terem estado 14 dias em territórios 
com alta  incidência  da Covid-19. Para  esse efeito,  tem de ser preenchido um  formulário
disponível ( https://coronavirus.sergas.gal/viajantes ) ou através da linha telefónica (881 00 20 
21) onde colocam os dados pessoais, de contacto e de estadia na Comunidade Autónoma da 
Galiza, nomeadamente o concelho.

Nota da Câmara de V. N. Cerveira

ANTIGO ARMAZÉM DA CP TRANSFORMADO EM HABITAT CRIATIVO/INCUBADORA PARA APOIAR JOVENS EMPREENDEDORES

O antigo armazém da CP aponta para o futuro, ganhando nova vida como incubadora de empresas. A candidatura para a reconversão daquele imóvel foi aprovada no âmbito do programa Feder (Norte 2020), através da comparticipação de 85% daquele valor.
O “Monção – Habitat Criativo – Incubadora” já dispõe do respetivo regulamento, o qual estabelece as condições de funcionalidade e acesso ao equipamento. O documento, objeto de um período de consulta pública, foi aprovado em reunião do Executivo Municipal, no dia 28 de maio, sendo ratificado na reunião da Assembleia Municipal, no dia 30 de junho.
O novo espaço, localizado numa das principais entradas do centro histórico da vila, surge com o objetivo de apoiar jovens empreendedores no processo de desenvolvimento e consolidação das suas atividades profissionais, visando dinamizar e diversificar a economia local, ampliar e modernizar o tecido empresarial e criar postos de trabalho estáveis e qualificados.
Além de disponibilizar espaços físicos com condições efetivas para o pleno desenvolvimento da atividade, o “Monção – Habitat Criativo – Incubadora” pretende facilitar aos “residentes” o acesso a um conjunto de parceiros, investidores e empresários, proporcionando-lhes, desta forma, uma inserção mais rápida no contexto laboral.
No sentido de potenciar o espírito empreendedor e promover a dinâmica empresarial, a filosofia deste espaço aglutinador passará pela criação de um modelo de trabalho partilhado (recursos, experiências, ideias, serviços e competências técnicas) que, por sua vez, conduzirá a um ambiente favorável à aprendizagem e ao empreendedorismo.
O novo equipamento, que será objeto de uma profunda intervenção de reabilitação estrutural e espacial, compreende dois pisos, ligados por escada e plataforma elevatória para utilização por pessoas de mobilidade reduzida. Estão previstos lugares de trabalho em openspace, gabinetes individuais, sala de reuniões/formação, e espaço de convívio.”.

Facebook/Município de Monção