sexta-feira, 13 de março de 2020

OLMO DO LARGO DOS NÉRIS... JÁ FOI

Morreu esta sexta-feira o Olmo de Monção, no Largo dos Néris. 
Era considerada a árvore mais emblemática do concelho. A árvore, recorde-se, padecia de doença já há dois anos cujas origens nunca foram determinadas com exatidão.
 No início do verão de 2018, começaram a aparecer algumas manchas de folhas secas em vários pontos da copa. Foi-lhe diagnosticado um “choque térmico”.
Na altura, o presidente da Câmara de Monção, António Barbosa, garantiu à revista Vale Mais que “a situação está a ser resolvida”. Mas a gravidade da doença fez-se notar quando o número de folhas secas começou a disparar por toda a árvore.
(...) Depois de dois anos a mostrar sinais claros de doença, a história teve esta sexta-feira o final mais triste. A árvore foi desmantelada por funcionários municipais.
Conforme foi referido, a idade deste Olmo é desconhecida. Poderá rondar várias dezenas ou até ultrapassar a centena de anos..
RVM

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

MUSEU DO ALVARINHO RECEBEU MAIS DE 50 MIL PESSOAS EM 5 ANOS






O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, foi inaugurado no dia 28 de fevereiro de 2015, faz hoje 5 anos, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. A partir desse dia, Monção passou a contar com um equipamento relevante e defensor do vinho Alvarinho, aberto a munícipes, turistas e apaixonados pelo mundo dos vinhos.

O ano com maior afluência de visitantes foi 2019, com 11.773, seguindo-se 2015 (10.356), 2016 (10.044), 2018 (9.893) e 2017 (8.137). Em 2020, até ao momento, contabilizaram-se 850 visitantes. Contas feitas, passaram pelo Museu do Alvarinho 51.053 visitantes de diferentes nacionalidades. Sem surpresa, os meses com maior afluência são junho, julho e agosto.

Com o nome registado, o Museu do Alvarinho constitui um espaço de promoção, comercialização e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias monçanenses e suporte da identidade cultural e histórica do concelho.

Distribuído por diferentes áreas, este espaço proporciona aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação interativa sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro ex. libris do concelho de Monção.

As empresas de Vinho Alvarinho com produto rotulado, tantas e tantas vezes premiadas em concursos nacionais e internacionais, encontram neste espaço “uma porta de acesso” para a valorização dos seus produtos, bem como um “ponto de encontro” para provas comentadas, encontros promocionais e estabelecimento de parcerias negociais. 
C.M.

Entretanto, será no Museu do Alvarinho/Casa do Curro que ocorrerá no próximo dia 14 de março, sábado, pelas 16h, o lançamento do livro "Da Casa de Sende aos Governos do Maranhão, Piauí e Grão-Pará", edição da Universidade do Minho (Casa Museu) e da Câmara Municipal de Monção. Uma obra do conhecido historiador Ernesto Português, oriundo de Monção, e que, para a elaboração da mesma, contou, designadamente, com espólio da Casa de Sende que, na oportunidade, será alvo de um protocolo de entrega à guarda do Arquivo Municipal.



sábado, 15 de fevereiro de 2020

APANHA DA LAMPREIA ABRE HOJE



A distinção destas estruturas seculares como Património de Interesse Nacional, processo encabeçado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, encontra-se em fase de ultimação.  

A pesca da lampreia na zona das pesqueiras, construções de pedra nas margens do rio Minho, inicia-se no dia 15 de fevereiro, prolongando-se até 21 de maio. Neste período, centenas de pescadores entre Lapela, em Monção, e o concelho de Melgaço, vão “atirar-se” ao rio para a apanha deste afamado ciclóstomo.

Por força do Regulamento de Pesca no Troço Internacional do Rio Minho, o uso do colete de salvação é obrigatório. Uma medida aprovada pela Comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha que visa transmitir mais segurança e proteção aos pescadores.

Mais batidas e esguias, as lampreias apanhadas com utilização das redes colocadas nas pesqueiras são, regra geral, mais rígidas e saborosas. Tal deve-se à perda de gordura na exaustiva “viagem” entre a foz do rio Minho e a zona das pesqueiras.

Desde 15 de janeiro até 15 de abril, decorre a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, partilhada pelos seis concelhos do Vale do Minho. No caso de Monção, participam 17 restaurantes localizados no centro histórico da localidade e em várias freguesias do concelho.

Nos dias 29 de fevereiro e 1 de março, o Município de Monção, em colaboração com várias entidades, promove o fim-de-semana gastronómico dedicado à Lampreia do Rio Minho. O objetivo é divulgar este prato singular com tradição no concelho e dinamizar o setor hoteleiro em época baixa.


Pesqueiras do Rio Minho

As pesqueiras do Rio Minho, habilidosos sistemas de muros em pedra construídos a partir das margens, constituem um legado histórico de construções populares que testemunham a destreza, o engenho e a arte da pesca fluvial artesanal.

Hoje, como ontem, os seus proprietários ou arrendatários utilizam-nas, frequentemente, na captura do peixe do rio Minho através de engenhosas armadilhas como o botirão e cabaceira. Uma atividade com centenas de seguidores que ajuda a preservar esta arte de pesca milenar.

As primeiras referências escritas às pesqueiras do Rio Minho datam do século XI, aparecendo em documentos relativos às doações a mosteiros da Ribeira do Minho, sendo possível, a partir daqui, traçar o rumo da sua evolução, quer ao nível da propriedade e gestão, quer ao nível do processo de construção.

Dados recentes da Capitania de Caminha, referem que estão registadas 656 pesqueiras na margem portuguesa, das quais 161 estão licenciadas para a pesca. A distinção destas estruturas seculares como Património de Interesse Nacional, processo encabeçado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, encontra-se em fase de ultimação.

C.M.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

MUNICIPIO DE MONÇÃO INVESTE CERCA DE 350 MIL EUROS NA REQUALIFICAÇÃO DO PARQUE ESCOLAR



 Intervenções, realizadas em todos os estabelecimentos de ensino públicos do concelho, continuam no ano em curso com verba inscrita no respetivo orçamento municipal.

A valorização estrutural dos estabelecimentos de ensino do concelho e a criação de condições efetivas de aprendizagem junto da comunidade educativa (docentes, auxiliares, alunos e pais), constituem objetivo central do atual Executivo Municipal de Monção na área da educação.
Nesse sentido, desde o inicio do mandato até à atualidade, foram efetuadas várias intervenções focadas na concretização daquela estratégia. No seu conjunto, representam um investimento de 343.085,72 €, distribuído por todos os estabelecimentos de ensino.
Na Escola Secundária de Monção, onde foram investidos 93.268,99 €, os trabalhos incidiram na substituição das coberturas do pavilhão desportivo, do balneário do campo de jogos e dois edifícios de salas de aulas. Na Escola Básica do Vale do Mouro, em Tangil, onde também foram substituídas as coberturas dos edifícios, o investimento situou-se em 58.292,74 €.
O Pavilhão Desportivo da EB 2.3 de Monção foi objeto de uma intervenção exterior na ordem de 53.616,98 € enquanto os trabalhos de beneficiação no Pavilhão Desportivo da EB 1 e JI de Pias representaram um investimento global de 56.416,53 €.
A intervenção na Escola Básica José Pinheiro Gonçalves, em Monção, fez-se ao nível da climatização/ar condicionado nos diversos espaços existentes nos dois pisos da escola, bem como na colocação de relva sintética na zona do recreio. No total, os trabalhos custaram 51.490,48 €. 
Além destas empreitadas, decorreram ainda trabalhos de beneficiação no Jardim de Infância de Cortes e no Centro Escolar da Estrada, em Mazedo. Num investimento próximo de 30.000,00 €, as obras realizaram-se no interior e exterior, constando de colocação de pavimento amortecedor e melhoramento nas salas de aulas, corredores, cantina e refeitório.
No presente ano, cujo orçamento foi aprovado, por maioria, no Executivo Municipal e Assembleia Municipal, prevê-se uma dotação de 131.604,00 € para dar continuidade ao trabalho de valorização do parque escolar. Com intervenções em todas as escolas, destacam-se as empreitadas previstas para a Escola Básica do Vale do Mouro, em Tangil, e o Pavilhão Desportivo da EB 2.3 de Monção.

C. M.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CÂMARA ANUNCIA ATENDIMENTOS NAS FREGUESIAS


Num que pretende ser um reforço da politica de proximidade, a Câmara Municipal de Monção (presidente, vereadores e elementos dos respetivos gabinetes de apoio) inicia atendimentos nas freguesias. Dois sábados por mês, com inicio em fevereiro.

O anúncio foi hoje feito pela autarquia numa nota divulgada à comunicação social.

"A proximidade à população do concelho, avaliando no terreno as suas preocupações e necessidades, representa, desde o início do mandato, uma das principais prioridades do atual executivo municipal, liderado por António Barbosa.

Uma das primeiras medidas consistiu na descentralização das reuniões quinzenais do Executivo Municipal e da Assembleia Municipal, levando a análise e discussão dos assuntos constantes na “ordem de trabalhos” às freguesias do concelho e potenciando a participação dos seus habitantes na vida pública.

Ao mesmo tempo, deu-se início à rubrica “Roteiro de Proximidade” pelas freguesias. Esta iniciativa, onde o presidente e os vereadores se deslocavam às freguesias para se inteirarem dos constrangimentos atuais e prioridades futuras, desenvolveu-se em duas etapas.

Numa primeira fase, na companhia do presidente ou elementos da junta, realizaram-se visitas a locais intervencionados ou a investimentos considerados prioritários na freguesia, sempre em permanente contacto com a população. Numa segunda fase, a visita alargou-se às empresas e a encontros com as associações.

Apesar das vantagens decorrentes destas iniciativas descentralizadas e participativas, a Câmara Municipal de Monção pretende ir mais longe neste processo de aproximação à população, avançando, neste terceiro ano de mandato, com a rubrica “Sempre Perto de Si”.

Em que consiste?

Aos sábados, a Câmara Municipal de Monção (presidente, vereadores e elementos dos gabinetes de apoio) desloca-se às freguesias do concelho para receber, individualmente, os munícipes que pretendem resolver algum problema ou recolher informação sobre determinado assunto. Nestes contactos diretos, as situações abordadas serão analisadas e resolvidas atempadamente.

Pelas mensagens que temos recebido, muitas das situações levantadas pelos munícipes relacionam-se com iluminação pública, rede viária municipal, abastecimento de água, resíduos sólidos urbanos e informações sobre educação e ação social.

Casos de uma mudança de lâmpada num candeeiro público, pedido/reparação de contador ou fugas de água, colocação/substituição de sinalética rodoviária, recolha do lixo doméstico e esclarecimentos sobre o Programa “Monção Social” e apoios à educação (transportes escolares, fichas de atividades ….).

O objetivo da rubrica “Sempre Perto de Si” é resolver estes e outros problemas de uma forma rápida e eficaz. A iniciativa tem início no mês de fevereiro, devendo realizar-se duas vezes por mês, ao sábado. A breve prazo, serão divulgadas as primeiras freguesias a serem visitadas.

O que diz António Barbosa?

“A nossa missão enquanto políticos é desenvolver o concelho e resolver os problemas da população. A rubrica que agora iniciamos reforça a nossa proximidade aos munícipes, ouvindo as suas preocupações em atendimentos personalizados na sua freguesia.

Nas deslocações às freguesias, estarei acompanhado pelos vereadores e pelos membros dos gabinetes de apoio, o que permitirá que os assuntos abordados com os munícipes tenham uma análise profunda e uma resolução célere.

“Sempre Perto de Si” permitirá ultrapassar a dificuldade que sentimos para receber as pessoas no nosso gabinete, garantindo ainda que os munícipes não tenham que se deslocar à sede do concelho para falar com o presidente ou os vereadores”."


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

UMA FESTA À MODA ANTIGA NOS ANHÕES



É já este fim de semana, dias 25 e 26, que decorre o“O Campo em Festa”, evento organizado pela União de Freguesias de Anhões e Luzio, com apoio da Câmara Municipal de Monção, onde pode desfrutar de comida caseira e tradicional, música portuguesa variada, e atividades ao ar livre. Em perspetiva, a passagem de um fim de semana diferente num lugar de montanha. Para usufruir com a família e amigos.
 Nestes dois dias, a organização disponibiliza uma carpa aquecida de 2000 metros quadrados com duas áreas especificas: uma para degustação do cozido à portuguesa com capacidade para mais de uma centena de mesas e outra com expositores destinados à venda de produtos locais e regionais.
 Em termos de animação, o programa reserva momentos de forte apego à tradição rural com atuações de grupos de bombos, concertinas, gaitas, rusgas e charangas portuguesas e galegas. Presença de Pedro Cachadinha, conhecido cantador ao desafio, e espaço para os amantes da música popular darem asas à sua imaginação e puxarem pelo público.
 O cozido à portuguesa será servido em travessa e prato de barro que, caso o visitante entenda, pode ser levado para casa como recordação ou ser devolvido à organização, sendo reembolsado.


 Participação ativa da população de Anhões e Luzio

 Ao evento “O Campo em Festa” está associada a iniciativa “Produzir em modo biológico”, a qual conta com a intervenção ativa e participativa da comunidade de Anhões e Luzio no sentido de valorizar uma agricultura biológica e sustentável, proporcionando, aos visitantes do evento, uma alimentação saudável e nutritiva.
 A iniciativa arrancou antes do verão quando a comunidade local juntou as mãos e começou a plantar vários campos de couve galega e batata, a produzir chouriças caseiras e a criar duas centenas de galinhas, dezenas de porcos e uma vaca barrosã em ambiente de liberdade com alimentação natural.
 Os produtos produzidos ao longo de mais de meio ano pelos habitantes locais serão confecionados e degustados na primeira edição do certame “O Campo em festa”, proporcionando aos amantes da gastronomia tradicional um Cozido à Portuguesa com genuínos sabores do campo.
 Estes resultam do envolvimento e esforço dos homens e mulheres da União de Freguesias de Anhões e Luzio que, com total dedicação, estão a contribuir para um evento sustentável e saudável com uma mensagem muito clara para as próximas gerações: a preservação e valorização dos recursos naturais é um contributo essencial para uma alimentação equilibrada e para a defesa do planeta.

 Mini agricultores – aprender a pôr as mãos na terra

 Não é benéfico que as crianças comam alimentos pulverizados com produtos químicos, nem que as suas escolhas recaiam em alimentos com substancias e ingredientes pouco recomendáveis e, em alguns casos, prejudiciais à saúde e à promoção da sustentabilidade ambiental.
 Além do acentuado envolvimento da comunidade local, “O Campo em Festa” é uma iniciativa direcionada às gerações mais novas, procurando passar-lhes uma mensagem positiva relativamente à alimentação biológica e sustentável, alertando-as para a negatividade dos produtos alimentares produzidos artificialmente.
 Desta forma, com o apoio da autarquia monçanense, foi estabelecido um cronograma de visitas dos alunos do 1º CEB do concelho aos espaços intervencionados pela população das aldeias de Anhões e Luzio. As visitas iniciaram-se no dia 29 de novembro e terminou a 20 de janeiro, envolvendo cerca de 300 crianças.
 Neste período, os mini agricultores aprenderam a pôr as mãos na terra, colhendo vários conhecimentos e práticas da vida rural: criação de uma mini horta (aprender a semear, plantar e regar); dar de comer, cuidar e apanhar animais em fuga, desenvolver afinidades com as plantas e recolher resíduos para reciclagem
 O objetivo é que as crianças tenham uma relação saudável com os alimentos que comem, ouçam os conselhos dos mais velhos e fiquem com a sensação agradável que contribuíram para colocar comida na mesa. Por exemplo, em finais da próxima semana vão ajudar as senhoras da aldeia a “encher chouriças”.

C.M.


PROGRAMA

Sábado, 25 de janeiro
10h30 Cerimónia oficial. Abertura da exposição de trabalhos “Mini Agricultores – Aprender a pôr as mãos na terra” 11h00 Grupo de Bombos “Os Toca a Bombar” 12h30 Almoço 14h00 Grupo de Bombos “Os Toca a Bombar” 15h00 Charanga Algazarra Boys 18h00 Rusga de Padroso (Arcos de Valdevez) 19h30 Jantar 20h00 Charanga “Vai de Baile” (Galiza) 21h30 Marotos da Concertina (Penafiel) 23h00 Charanga “Vai de Baile” (Galiza)

Domingo, 26 de janeiro
10h00 Abertura 10h30 Gaitas e Cantares da Portela 11h30 Eucaristia na Capela do Senhor do Bonfim 12h30 Almoço 14h00 Grupo de Concertinas “Os Magníficos” | Rusga de Loureda (Arcos de Valdevez) 15h00 Pedro Cachadinha 16h00 local livre para amantes da música popular (concertinas, bombos, gaitas, cantares ao desafio). Entrega de brinde da organização aos participantes.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Entregue Voto de Louvor a Maria Campino



Primeira militar portuguesa a chefiar uma das viaturas blindadas de rodas, da brigada de intervenção, da 5ª Força Nacional destacada na República Centro-Africana. Voto de louvor, proposto por António Barbosa, aprovado na reunião do dia 14 de outubro de 2019, em Merufe.

De passagem pela sua terra natal, onde esteve alguns dias para celebrar o Natal, a Primeiro Sargento Maria Célia Ribeiro Campino recebeu, das mãos de António Barbosa, o Voto de Louvor aprovado, por unanimidade, na reunião do Executivo Municipal de Monção, realizada no dia 14 de outubro de 2019, em Merufe.

Esta distinção, proposta por António Barbosa, enaltece o feito de Maria Campino, que esteve destacada, durante seis meses, na República Centro-Africana, integrando a 5ª Força Nacional, onde teve como missão chefiar uma das viaturas blindadas de rodas, da brigada de intervenção.

Uma missão com alto grau de risco que, pela primeira vez, o exército português confiou a um militar do sexo feminino. A uma mulher monçanense. Natural de Lara. Que escolheu a vida militar aos 20 anos após ter assistido ao juramento de bandeira de um dos seus irmãos.

Na proposta, António Barbosa refere que “este feito inédito é revelador de valentia e bravura, demonstrando um acentuado sentimento de patriotismo e um orgulho desmedido nos valores de humanismo, altruísmo e voluntarismo, os quais caraterizam a presença portuguesa em operações no estrangeiro”.

Com esta missão bem-sucedida, adianta António Barbosa, a nossa conterrânea, Maria Campino, abriu as portas a outras mulheres para seguirem o seu exemplo, transformando-se na precursora de uma tarefa apenas reservada aos militares do sexo masculino.

“Maria Campino fez história no seio do exército português. Mais mulheres virão. E todas saberão que foi Maria Campino, uma monçanense de Lara, que lhes tirou as pedras do caminho” sublinhou António Barbosa, desejando que “esta distinção lhe sirva de estímulo para a continuidade de um percurso militar feliz e duradouro".

C.M.